sábado, 10 de dezembro de 2011

Choque de gestão: Richa corta verba de custeio e UEM teme suspenção de bolsas


Gestores da Universidade Estadual de Maringá estão preocupados depois que o governo estadual do Paraná divulgou o orçamento para 2012. O que se discute nos corredores da reitoria da UEM é a redução da verba destinada ao custeio da instituição no ano que vem.
Quando Beto Richa assumiu o Palácio das Araucárias a previsão de gastos com manutenção da UEM era de aproximadamente 22 milhões, sendo que, com a desculpa de que os cofres públicos não comportariam tal repasse, o tucano encaminhou para a universidade 16 milhões.
Para o ano de 2012 a Assembléia Legislativa do Paraná aprovou o repasse de 12 milhões para o custeio da UEM, 10 milhões a menos que o que havia sido orçado na passagem de 2009 para 2010.
A verba de custeio é aplicada na manutenção dos campi, transporte de acadêmicos e docentes para as extensões, algumas bolsas oferecidas a alunos carentes e até para a aquisição de itens de necessidade básica para o funcionamento da instituição, como papael higiênico e detergente.
A UEM foi considerada a 1ª no ranking das universidades paranaenses pelo Webometrics Ranking Web of World Universities, elaborado pelo Conselho Superior de Investigações Científicas – CSIC/Espanha, a 18ª entre as brasileiras, e a 40ª melhor da América Latina.
Docentes, técnicos e acadêmicos temem que esta postura do atual governador do Paraná tenha como objetivo sucatear ainda mais a instituição, criando deliberadamente a necessidade de medidas como a que Richa tomou com o sistema de saúde paranaense, que recebeu carta branca da bancada aliada ao tucano para tercerização.

Informação retirada do folha Maringá.