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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Diga não a violência contra os moradores do Pinheirinho


A VERDADEIRA CARA DA DEMOCRACIA BURGUESA APARECE QUANDO AS DETERMINAÇÕES DA JUSTIÇA SÃO DESCUMPRIDAS EM FAVOR DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA ou de empresários bandidos. A truculência policial em Pinheirinhos tem por objetivo criar um fato consumado para dar chance a um criminoso de colarinho branco a ter de volta “sua” propriedade falida que deve mais de seis milhões aos cofres públicos. Essa propriedade não pertence mais a Naji Nahas e a Selecta, já que, além das dívidas, está abandonada há dez anos e ocupada há oito. O governo tem a prerrogativa de expropriar uma propriedade particular quando esta não cumpre sua função social e não paga seus impostos. Ao não fazer isso, mostra claramente de que lado está: ao lado dos bandidos que financiam suas milionárias campanhas eleitorais.

Ato de Protesto contra a Reintegração de Posse e a Violência Policial no Pinheirinho.


Nota de repúdio da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF) ao projeto de lei que regulariza a profissão de "filósofo"


Prezados colegas:

Tramita no Congresso Nacional, em regime conclusivo, o projeto de lei nº 2533/11, elaborado pelo deputado Giovani Cherini (PDT/RS)* . Seu objetivo é regulamentar a profissão de filósofo no Brasil. Conforme a proposta do deputado Cherini, o dese...nvolvimento de projetos socioeconômicos regionais, setoriais ou globais deverão contar com a participação de filósofos devidamente registrados no Ministério do Trabalho. Estarão qualificados para o exercício da profissão todos aqueles que possuírem título de bacharel em filosofia, os diplomados “em cursos similares” no exterior, após terem seus diplomas revalidados, além de mestres e doutores não diplomados que exerçam a atividade há mais de cinco anos. O mencionado projeto de lei também assegura que a profissão de “filósofo” poderá ser exercida por membros titulares da Academia Brasileira de Filosofia e “aos por ela diplomados”. Para conferir a íntegra do projeto de lei, acesse:


Como representante da comunidade de pós-graduação dos cursos de filosofia no Brasil, a ANPOF vem manifestar seu repúdio a tal projeto.

Cursos de filosofia formam professores de filosofia, que podem ou não ser filósofos. Assim também, cursos de literatura formam professores de literatura, que podem ou não ser literatos. Finalmente, há filósofos e literatos sem titulação acadêmica. É tão absurdo exigir diplomação específica para alguém ser filósofo quanto seria exigir diplomação específica para alguém ser escritor. A filosofia não é e nem deve tornar-se competência exclusiva de um segmento qualquer, seja ele de natureza estamental, profissional ou ideológico.

Acima de tudo, causa-nos estranheza a prerrogativa que o projeto pretende dar à Academia Brasileira de Filosofia, que qualifica como filósofos João Avelange e Carlos Alberto Torres, capitão da seleção de futebol de 1970. Trata-se de uma associação absolutamente inexpressiva no que concerne aos estudos, projetos de pesquisa e ensino da filosofia em nível universitário. A despeito disso, o referido projeto quer transformar essa entidade na representante da filosofia e da “língua filosófica” nacionais” (artigo 7).

Por essas razões, endossamos o abaixo-assinado que circula na Internet contra o mencionado projeto, que pode ser acessado a partir do link que inserimos abaixo.

Cordialmente,

Vinicius de Figueiredo (Presidente da Diretoria da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia – ANPOF)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sexta-Feira 13 no Pinheirinho


Solidariedade com o Pinheirinho; hoje mobilizações em todo o país


Domingo, 22 de janeiro de 2011. O país amanheceu estarrecido frente à informação de que a tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo entrou no Pinheirinho para cumprir o mandato de reintegração de posse da área ocupada por 6 mil pessoas há 8 anos.


Os moradores ainda dormiam quando as casas começaram a ser desocupadas pela ação da 
Polícia Militar e da Guarda Civil de S. José dos Campos/ Foto: Roosevelt Cassio/ Reuters

Contra a reintegração de posse de Pinheirinhos. Todo nosso apoio e solidariedade aquelas famílias.


Depois de 8 anos trabalhando de Gari para concluir sua tese de mestrado, Estudante de Psi fala sobre o preconceito social.


Para ler, refletir e se possível, passar adiante! 

'Fingi ser gari por 8 anos e vivi como um ser invisível'  

Psicólogo varreu as ruas da USP para concluir sua tese de mestrado da'invisibilidade pública'. Ele comprovou que, em geral, as pessoasenxergam apenas a função social do outro. Quem não está bem posicionadosob esse critério, vira mera sombra social. 

Plínio Delphino, Diário de São Paulo.

O psicólogo social Fernando Braga da Costa vestiu uniforme e trabalhou oito anos como gari, varrendo ruas da Universidade de São Paulo. Ali,constatou que, ao olhar da maioria, os trabalhadores braçais são 'seresinvisíveis, sem nome'. Em sua tese de mestrado, pela USP, conseguiu comprovar a existência da 'invisibilidade pública', ou seja, uma percepção humana totalmente prejudicada e condicionada à divisão social do trabalho, onde enxerga-se somente a função e não a pessoa. Braga trabalhava apenas meio período como gari, não recebia o salário de R$ 400 como os colegas de vassoura, mas garante que teve a maior lição de sua vida:

'Descobri que um simples bom dia, que nunca recebi como gari, pode significar um sopro de vida, um sinal da própria existência', explica o pesquisador.

Estudantes voltam a acampar na sede da UPES para defender seu patrimônio

Resistência UPES
Alvo da disputa, só o terreno foi avaliado em mais de R$ 700 mil por corretores imobiliários em 2010, contam dirigentes da entidade. Fotos: T.T.