UJS, solidariedade internacional e a luta anti-imperialista
A partir do uso da bomba atômica contra Hiroshima e Nagasaki no Japão e
do bombardeio que destruiu a cidade de Dresden na Alemanha, quando a
Segunda Grande Guerra já havia terminado, os governos que hoje alimentam
as guerras mantiveram a estratégia do poder bélico como afirmação do
seu poder no mundo. Seguiram-se guerras de caráter neocolonialista que
resultaram na divisão de países como Coréia, Vietnam, Palestina,
Afeganistão, Iugoslávia, Iraque e vários países da África, Ásia e
América Central, além de intervenções políticas que impediram o
fortalecimento democrático de diversas nações. Como resultado dessa
estratégia de dominação, foram impostos governos subordinados aos
interesses imperialistas, acentuando a exploração e o controle da
economia e da vida dos povos dominados, a quebra das condições de
desenvolvimento nacional com a conseqüente fome e dependência de ajudas
humanitárias para a sobrevivência. Segundo o Informe do Milênio do
secretário-geral das Nações Unidas, quase a metade da população mundial
tem que subsistir com menos de dois dólares ao dia. Um bilhão e duzentos
milhões

Em todo o mundo os povos manifestam-se contra as guerras, a violência e as injustiças que têm sido promovidas por elites que exercem o poder absoluto no planeta através da concentração dos recursos econômicos, políticos e bélicos. Em defesa da democracia condenam a escalada do autoritarismo que os transformam em escravos dos desígnios imperialistas.Os atos de violência de variada natureza se sucedem em resposta à crescente opressão exercida por governos que se distanciam da ONU, criada para a defesa dos Direitos Humanos e da autonomia das nações. Lideradas pelos Estados Unidos, as elites autoritárias impõem a sua vontade pela força, destruindo países e massacrando populações civis.
de pessoas dispõem de menos de um dólar diário. As populações da África subsaariana são hoje em dia quase tão pobres como há 20 anos. De uma força de trabalho ao redor de três bilhões de pessoas, 140 milhões de trabalhadores estão desempregados e entre um terço e um quarto estão subempregados. A nível mundial, um bilhão de pessoas que vivem nos paises desenvolvidos recebem 60% da renda mundial, enquanto três bilhões e meio de habitantes dos países pobres recebem menos de 20%.
Em discurso no dia 02/09/04, o presidente Bush traçou a sua filosofia
do conservadorismo compassivo que está na base deste esforço para
substituir a consciência política e social, que os povos alcançam com a
vida democrática, pela confiança cega na sua liderança: cada um melhora
as suas vidas mas não dirige as suas vidas. Proclama-se um protetor, um
líder predestinado a combater o eixo do mal em qualquer ponto do
planeta, eliminando as normas do direito internacional. Invasão e
ocupação de países soberanos, massacres de populações civis e a
abominável prática das torturas são as resultantes da política da
superpotência do mundo contemporâneo, um sinal de retrocesso
civilizacional e de barbárie. As ameaças à paz são particularmente
agudas em sociedades marcadas pela fome, a miséria, a dependência
econômica e o crime organizado. Lutamos pela paz mundial empenhando-nos
também em favor de iniciativas que visam a solucionar os graves
problemas que tornam a população vulnerável a um nefasto
controle externo dentro da estratégia de domínio imperialista.
Defendemos a paz mundial, com justiça social, distribuição de renda e
de riqueza, democracia, soberania nacional e desenvolvimento.
No Brasil vivemos um momento histórico em que a sociedade se mobiliza
para combater esses males que existem há séculos, impondo situações de
insegurança e de violência. Muitas são as iniciativas voltadas para
reforçar a consciência social levadas às áreas mais carentes do
território nacional através de educação, formação de cooperativas, apoio
religioso, manifestações artísticas, que aplicam o valioso sentido de
solidariedade e a criatividade dos brasileiros na luta persistente para
que o Brasil se fortaleça por meio do seu povo. Concebemos a luta pela
paz integrada na mobilização do esforço nacional para combater o crime
organizado, a lavagem de dinheiro, a corrupção, a expansão da AIDS, a
proliferação das drogas e o uso descontrolado das armas. Essa
mobilização
tem sido extraordinária e representa um grande
passo no desenvolvimento de uma consciência social que reforça a
independência nacional. Importantes meios de comunicação, profissionais,
Universidades e ONGs participam dessas campanhas, investindo recursos e
talento para a obtenção do êxito que hoje sensibiliza outros povos. O
laço da solidariedade internacional se estende nos dois sentidos,
assegurando a presença do Brasil nas manifestações pela paz em todo o
mundo.
Objetivos:
#Lutar pela paz mundial, contra as guerras de ocupação, em defesa da soberania de todos os povos e nações;
#Denunciar os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defender os Direitos Humanos;
#Prestar solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos pela autodeterminação.
#Denunciar os crimes de guerra, os massacres de populações civis, a abominável prática da tortura e defender os Direitos Humanos;
#Prestar solidariedade a todos os povos que lutam por seus direitos sociais e políticos pela autodeterminação.