"Os caras falam de violência, a violência pra mim é um pacote: o desemprego é uma violência, a falta de perspectiva é uma violência, a falta de áreas de lazer é uma violência e a fome é a maior de todas as violências. E tem muita gente passando fome."
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Quem será o responsável pelo primeiro assassinato?
A Câmara de Vereadores aprovou na sessão do dia 18/02, em primeira votação, a proposta de emenda à Lei Orgânica feita pelos vereadores Luciano Brito (PSB) e Edson Luiz (PMN) que autoriza a guarda municipal a portar e utilizar armas letais.
“Por que o Sr. atirou em mim?” - Douglas Rodrigues
O assassinato covarde e gratuito de Douglas (jovem secundarista negro de 17 anos) pela Polícia Militar em São Paulo no fim do ano passado fez sua última pergunta se espalhar por todo o Brasil. Por que o Estado admite ou promove a morte de 20 crianças e adolescentes negros por homicídio todos os dias? Como ignorar que jovens negros assassinados superem em mais de 70% o número de jovens brancos vítimas do mesmo crime? Por que morrem violentamente cerca de 40 mil jovens por ano, sendo 30 mil negros e da periferia, em especial por homicídios?
A sociedade capitalista e sua propaganda estimulam as neuroses do consumismo, do individualismo e do culto à violência. Disseminam as compulsões e falta de perspectivas. O Estado descumpre seus deveres básicos com crianças, adolescentes e jovens negros e da periferia. Além de criminalizar a pobreza, o Estado mata e acoberta, com a ação combinada da polícia e do poder judiciário. Isso se dá com os autos de resistência. A polícia mata e, com uma mera justificativa escrita, o crime passa impune, nem é julgado. E o(a) assassinado, agredido, violentado, passa a História como bandido, acusado, condenado e executado sem nenhuma chance. Essa é mais uma das heranças da Ditadura Militar.
“Todo camburão tem um pouco de navio negreiro” - O Rappa
A impunidade dos crimes do Estado e de seus agentes contra o povo na Ditadura se reproduz na continuidade da militarização da Polícia e dos autos de resistência, e na manutenção dos poderes arbitrários de prender e desaparecer, torturar, julgar e aplicar pena de morte, inclusive crianças e adolescentes, e impunemente. Para a juventude negra e a periferia o AI-5 nunca acabou.
O racismo e o capitalismo matam. Em 2011, no mundo todo, 676 pessoas foram executadas por condenações à morte. Só no Rio de Janeiro, entre 2001 e 2011, 10 mil pessoas foram mortas pela polícia, que é campeã mundial de letalidade. Só em 2005, a Polícia do Rio matou 707 pessoas, mas só se abriram inquéritos policiais em 355 casos. Desses, só 19 viraram processos. Desses 19 processos, 16 foram arquivados a pedido do Ministério Público. Em 2005, só no Rio, cerca de 700 pessoas mortas pela polícia (mais que as execuções por pena de morte no mundo). E as famílias sequer tiveram direito a um processo judicial. Por que a vida de negros e pobres vale tão pouco em nosso país?
Nós, da União da Juventude Socialista (UJS) redobramos a denúncia da tragédia que atinge a juventude negra e pobre. É por ela que temos lutado, e com importantes vitórias: bolsa família, cotas raciais e sociais, ampliação das universidades e escolas técnicas, REUNI, PROUNI, Programa Segundo Tempo, Pontos de Cultura e Juventude Viva. MAS NENHUM DIREITO EXISTE SE O ESTADO NÃO GARANTIR O DIREITO DA JUVENTUDE DE VIVER!
O Estado brasileiro tenta, inutilmente, há décadas combater a violência utilizando da violência. Tantas décadas não são o suficiente para mostrar que este método apenas aumenta as taxas de criminalidade?
O uso de armas por parte da guarda municipal não reduzirá as taxas de violência em Maringá, ao passo que aumentará a segregação social e a exclusão dos jovens negros e da periferia.
Temos exemplos mundo afora que mostram que é sim possível diminuir significativamente a violência urbana, mas estes exemplos vão no sentido contrário à proposta aprovada pela CMM.
A única maneira de resolver de modo considerável a violência urbana é promovendo igualdade social! Autorizar a Guarda Municipal a andar armada é ser cúmplice do extermínio da juventude.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Apoio à Revolução Bolivariana
Nos últimos dias a República Bolivariana da Venezuela está sob ataques de grupos fascistas e de extrema direita. Isso faz parte de um plano imperialista contra o processo revolucionário e segue o mesmo molde utilizado no Golpe de Estado de 2002 contra Hugo Chaves,
O interesse deste grupo fascista subsidiados por interesses imperialistas americanos não é somente de por fim à Revolução Bolivariana, mas também de acabar com o processo de integração regional na América Latina. Atacando-se a Venezuela os Estados Unidos da América visam também desestabilizar os demais governos democráticos e progressistas do continente.
Nós repudiamos os atos violentos de assassinatos cometidos por estes grupos fascistas, assim como os ataques às instituições públicas cujo único objetivo é causas instabilidade política no país. Nós apoiamos a luta pela paz, a unidade popular e o processo revolucionários bolivariano.
Viva a unidade popular!
Abaixo o imperialismo!
Rejeitado projeto do PCdoB que restringe gastos públicos municipais com propaganda
Ontem, durante sessão da Câmara de Vereadores de Maringá, a maioria obediente a Ricardo Barros (PP) rejeitou a proposta feita pelo vereador Manoel Álvares Sobrinho (PCdoB) que reduziria os gastos da publicidade de 5% para 1% da receita corrente do município.
Foram favoráveis à continuidade da gastança de R$ 30 mil por dia com propaganda, usando o dinheiro do IPTU do maringaense, os seguintes vereadores: Carlos Eduardo Saboia (PMN), Carmen Inocente (Pros), Negrão Sorriso (PP), Belino Bravin (PP), Chico Caiana (PTB), Adilson do Bar (PSB), tenente Edson Luiz (PMN), Márcia Socreppa (PSDB) e Luiz Pereira (PTC).
A gestão PP continua livre para convencer os maringaenses de que estes vivem no Paraíso quando na real não passa de propaganda enganosa.
Plenária Municipal UJS Maringá
Neste sábado organizaremos um evento muito importante para a Ujs Maringá. Na plenária apresentamos nossas opiniões e posições sobre tudo o que aconteceu na UJS e também projetamos nossas expectativas para o futuro da entidade.
A presença de cada um é muito importante, pois, queremos reformar nossas posturas e construir uma entidade ampla, diversificada e ativa. Convido a todos que já participaram, que participam ou que ainda vão participar da ujs para comparecer à plenária e botar fé nessa juventude!!
Sábado, 22/02/14
14:00 hrs
UEM - Bloco H 35
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
PCdoB anuncia oposição a lei antiterrorismo
“A bancada do PCdoB na Câmara (e no Senado) discute o quadro de avanço ou recrudescimento da direita reacionária que busca aprovar uma lei antiterrorismo no Brasil, na verdade tendo como objeto a esquerda e os movimentos sociais”. A avaliação foi feita pela líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), ao anunciar, no final da reunião-almoço da bancada nesta quarta-feira (19), que o Partido é contrário a uma nova legislação.
Ela enfatiza que “não podemos permitir que nenhuma legislação avance no sentido de combate ao terrorismo, à medida que a Convenção Interamericana já define o que é terrorismo e nós não nos encaixamos em nenhum desses preceitos”.
Solidariedade ao povo venezuelano
Os manifestantes que estão conduzindo os protestos dos últimos dias são radicais de extrema direita e grupos fascistas que não estão interessados em resolver os problemas da Venezuela. Os protestos no país estão relacionados à intenção de grupos de direita ligados aos Estados Unidos de derrubar o presidente.
Os interesses da indústria petroleira não passarão!
Documentário de Kim Bartley e Donnacha O'Briainsobre sobre o golpe ocorrido na Venezuela em abril de 2002. O golpe foi consumado, pois não houve resistência de Chaves que foi preso. Mas as manifestações e o apoio de militares fiéis ao país enfraqueceram os golpistas, e Chaves retornou ao governo. Participação clara da midia privada, empresários e militares oposicionistas no golpe, além de declarações do governo americano de apoio ao golpe na Venezuela.
Plenária Deliberativa da União Maringaense de Estudantes Secundaristas
Nesta reunião os integrantes da UMES debaterão sobre os rumos da entidade para 2014. Será sábado, dia 22/02/14, às 14:00 horas na Sede da UMES (Av. Cerro Azul).
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Audiência Pública sobre Mobilidade Urbana
Hoje, na Câmara de Vereadores de Maringá, aconteceu a Audiência Pública sobre Mobilidade Urbana. As entidades do Movimento Transporte para Todos marcaram presença organizando uma caminhada do terminal urbano até a Câmara.
A concentração começou às 18:00 horas com cartazes e carro de som, seguindo às 19:00 para a Audiência.
A UJS mais uma vez esteve presente defendo maior acessibilidade e e eficiência no transporte público.

A Constituição Federal de 1988 traz uma extensão sem precedentes aos direitos sociais básicos, tratando, assim como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o princípio da dignidade humana como valor mais alto de todo o sistema normativo.
Tanto em nossa Carta Magna, como na Declaração das Nações Unidas, de 1948, o princípio da igualdade assume superior importância e, nesse sentido, não mais se trata de uma igualdade “perante” a lei, mas de uma igualdade proporcionada “pela” lei, garantida “por meio” dela.
O serviço público de transporte coletivo é, de acordo com o artigo 10, inciso V, da Lei 7.783/89, combinado com o artigo 10, inciso V, da Constituição Federal, um serviço essencial, ligado às necessidades inadiáveis da comunidade que, se não forem atendidas, colocam em perigo iminente a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população. No Estatuto da Cidade, o transporte e os serviços públicos são abordados como direitos necessários à existência das cidades sustentáveis.
Se a Lei considera o transporte um serviço essencial para a cidade e para o bem-estar dos cidadãos, deve-se garantir a todos o acesso a ele da forma mais ampla possível, sem interrupções. O Poder Público está, por conseguinte, autorizado a subsidiá-lo e a gratuidade deste serviço pode se impor como decorrência de sua essencialidade de forma a garantir também economicamente a liberdade de locomoção de todo e cada indivíduo.
Tendo cerceado seu direito ao transporte, a população vê prejudicados diversos outros direitos sociais assegurados pela Constituição Federal e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Os direitos à educação, à saúde, à cultura, ao lazer encontram-se restringidos, por estarem mediados por uma tarifa. O acesso aos equipamentos e serviços públicos, concentrados de modo geral no centro de uma metrópole em que a maioria da população vive na periferia, está condicionado ao uso de um transporte coletivo pelo qual nem todos podem pagar”, diz o manifesto.
Nos locais mais distantes dos grandes centros, o acesso aos direitos fundamentais só pode ser concretizado através do transporte coletivo. E para assegurar que o conjunto da população possa desfrutar desses direitos, o transporte precisa ser público e gratuito. Caso contrário, as pessoas que não tem dinheiro para pagar a tarifa não poderão chegar aos seus destinos e exercer os seus direitos.
A cidadania integral e a concretização do princípio da igualdade passam, assim, pela criação de um transporte coletivo público, financiado pelo Estado. A cobrança da tarifa para o uso do transporte coletivo, nega diversos direitos a uma parcela da população, ao mesmo tempo que permite o crescimento da segregação espacial nas metrópoles, uma vez que o acesso a seus espaços, equipamentos e serviços só se concretiza quando se pode pagar por isso. Cabe ao Estado garantir não só os direitos fundamentais a todos os cidadãos, sem qualquer discriminação, como também a forma pela qual estes se efetivam, o que se torna impossível sem a possibilidade de locomoção pelo espaço urbano.
Nada seria mais justo do que uma nova forma de remuneração dos prestadores do serviço de transporte público, em que, por meio da receita tributária, toda a coletividade arcasse com este curso, como acontece com outros serviços essenciais ligados ao bem comum. O transporte coletivo é um verdadeiro insumo à produção de bens e serviços, que a todos beneficia direta ou indiretamente.
O transporte é hoje inegavelmente um dos maiores problemas sociais das grandes cidades brasileiras, com congestionamentos cada vez maiores, e um deslocamento ineficiente e excludente, dada a precariedade e inadequação dos ônibus, a quantidade reduzida de frota, a limitação das linhas, a duração das viagens e o alto preço da tarifa.
A frota de automóveis cresce exponencialmente de forma preocupante, carros ocupados em média por menos de 2 passageiros, contra poucos ônibus. O atual modelo de locomoção, centrado no automóvel, gera impactos negativos coletivos e individuais que vão além da segregação espacial e da exclusão social e incluem altos custos ambientais, sociais e econômicos.
Segundo dados da ANTP, o uso do ônibus implica em um custo social de R$ 0,20 por viagem enquanto o automóvel tem custo social igual a R$ 0,50 por viagem. Incentivar o uso do ônibus reduziria drasticamente os custos sociais totais de Maringá. O tratamento das vítimas de acidentes de trânsito é o fator que mais gera custos ao sistema público de saúde do país. O montante gasto pelo SUS com pessoas que sofreram acidente de trânsito já se aproxima de R$1 bilhão. E, ao contrário dos países desenvolvidos, no Brasil, a quantidade de fatalidades em acidentes de trânsito cresceu 30% entre 2000 e 2007, de acordo com o Ministério da Saúde.
Os custos ambientais do atual modelo de transporte também não são pequenos. Segundo estudos da Faculdade de Medicina da USP, cerca de 3000 mortes por ano na Região Metropolitana de São Paulo estão relacionadas à poluição do ar, que gera um custo anual de cerca de R$ 1,5 bilhão para a cidade, incluindo o tratamento das cerca de 200 doenças associadas. A circulação de automóveis é responsável por 70% das emissões que contaminam a atmosfera das grandes cidades brasileiras.
O tempo de deslocamento no trânsito também pode ser reduzido com a verdadeira priorização do sistema de transporte público e o incentivo a seu uso. A lógica dessa inversão tem sua necessidade exemplificada por dados da União Internacional de Transportes Públicos: enquanto 2000 pessoas podem cruzar uma via em carros, ônibus permitiriam o transporte de 9000 passageiros pelo mesmo espaço.
A pauta do transporte coletivo municipal carece com urgência de reforma legislativa. Os aumentos da tarifa dos ônibus crescem ano a ano e a série de protestos que ele desencadeia caracterizam-se como apenas mais uma manifestação da crise estrutural de um sistema de transporte que é hoje incapaz de garantir a mobilidade urbana dos cidadãos paulistanos.
Precisamos de um transporte coletivo público e de qualidade!
Coletivo Reis - Criado coletivo LGBT paranaense
Anuncio a todxs a criação do Coletivo Reis, esta união de pessoas é fruto de um processo de formação política viabilizado pela União da Juventude Socialista, é este coletivo que integra e intitula a nova Frente LGBT pelo Estado do Paraná. Iremos cumprir aquelas ações previstas na 1º Resolução de 2014 lida para todxs na 17º Plenária Estadual, e outras que surgem da necessidade ou de oportunidades extraordinárias.
REIS: Este nome foi escolhido para homenagear a história de luta e ativismo de um grande camarada, que atuou e atua no Movimento LGBT, Toni Reis. Fundador das maiores entidades de vanguarda nos Direitos Humanos LGBT do nosso país e Doutor em Educação.
Triângulo Rosa: Este símbolo surgiu ainda na época do Nazismo, quando o governo de Hitler mandava para os campos de concentração aqueles que poderiam ameaçar a “pureza” de sua raça, os homossexuais que eram acusados de “luxúria: prática sexual não natural” recebias na altura de seus peitos um triangulo rosa, fazendo com que as pessoas que tivessem estes símbolos ficassem nos níveis mais baixos e árduos de trabalho. Rudolf Brazda, foi o ultimo sobrevivente, morreu em 2011, com 98 anos, resistiu bravamente pelos anos em que ficou preso. Significa a superação de um sistema extremamente violento.
Triângulo Preto: Surgiu no mesmo contexto que o Rosa, identificando, porém, as mulheres lésbicas e as mulheres prostitutas (tidas como ‘antissociais’). Da mesma forma foram submetidas a regimes pesados de trabalho, a torturas “corretivas” e hoje significa também um símbolo de luta do feminismo.
Círculo: Faz analogia com o principal símbolo da transexualidade, contemplando os gêneros, identidades de gênero e orientações sexuais das pessoas independente de suas mais diversas combinações.
Abarcamos na nossa LOGO Oficial a Diversidade que existe dentro da sigla LGBT.
CRIMINALIZAR A HOMOFOBIA, COMBATER O FUNDAMENTALISMO E CONSTRUIR O SOCIALISMO.
Arte: Denilson Pimenta
Texto: Leonardo Lima
Atividades de Hip-Hop do CUCA
O CUCA - Circuito Universitário de Cultura de Arte da UNE participa de atividades durante a Calourada UEM 2014 por meio do Espaço CUCA e do campeonato de Skate da Calourada.
Confreternização UJS Maringá/Sarandi
Nesta segunda tivemos o prazer de receber os camaradas da UJS Sarandi aqui em Maringá num momento de confraternização e de planejamento.
Na ocasião, além de ser chamar a Plenária Municipal da UJS Maringá, foram distribuídas as tarefas da organização do Acampamento Socialista que será feito em conjunto entre as UJS Maringá e Sarandi.

A Plenária Municipal da UJS fora marcada para o dia 22/02, sábado, e será realizada no bloco H 35 da UEM.
A data do Acampamento Socialista será decidida neste śabado pelos camaradas de Sarandi durante o Congresso da USES.
Assistência Estudantil na UEM: PNAEST como alternativa
Nós, da União da Juventude Socialista, entidade que, junto a demais forças, constrói o DCE - UEM, não desejamos apenas explanar sobre a realidade quotidiana dos nossos estudantes, em especial, a realidade do estudante de baixa renda que se vêem à margem da comunidade acadêmica, que se mostra cada vez mais elitista, mas desejamos apresentar projetos concretos no que tange a Assistência Estudantil.
Há anos a população do Paraná convive com um governador que insiste em precarizar ao máximo não só a educação, mas também a saúde, a cultura, o esporte e as finanças do estado. Em seu primeiro ano Beto Richa cortou em 70% as verbas que destinadas à manutenção e custeio da UEM. Por pouco, os blocos de aulas não ficaram sem eletrecidade. Desde então os laboratórios operam com capacidade reduzida e os sucessivos cortes nas verbas tem afetado a qualidade desta que é uma das melhores universidades do país. A Casa do Estudante, conquista do DCE em 2010, gestão Bonde do Amor, está com suas obras inacabadas.
Maringá, a exemplo de inúmeras cidades de médio e grande porte, a especulação imobiliária que cerca o campus universitário beira o absurdo. Os alugueis são altíssimos e, a passagem do ônibus é superfaturada. Para aqueles que saem de sua cidade de origem para estudar, esses custos muitas vezes tornam inviável a conclusão da graduação. São dificuldades como essas que milhares de estudantes enfrentam todos os dias para conseguirem se formar e alcançar o diploma do ensino superior. Muitos dos que hoje tem a oportunidade de frequentar os bancos da universidade realizam o sonho de seus pais e avós, que não tiveram essa chance.
Precisamos mais do que garantir o ingresso de estudantes carentes, é necessário diminuir os índices de retenção e evasão, bem como quaisquer formas de discriminação e exclusão desse acadêmico.
No final do ano de 2010 o Ministério da Educação aprovou a portaria 25/2010 que instituiu o PNAEST - Programa Nacional de Assistência Estudantil - para as instituições de ensino superior públicas estaduais. Uma iniciativa muito importante por parte do governo federal visando garantir a permanência do jovem na universidade. Exemplos Brasil afora mostram que este programa pode melhorar de fato a vida de milhares de estudantes da UEM, e não só do campus sede.
Todo ano, cerca de 3000 pessoas iniciam seus estudos em algum curso de graduação da UEM. O texto desta portaria é muito claro: a instituição de ensino que destine mais de 1000 (mil) vagas por meio do SiSU recebe até R$1,5milhão por ano, exclusivamente para a assistência estudantil, a serem usados como a universidade quiser. Desse modo, a Casa do Estudante pode se tornar uma realidade. A Concha Acústica pode sair do papel. Nosso Restaurante Universitário - fechado desde o ano passado - pode voltar à ativa. E mais! Poderemos construir uma segunda unidade do RU no campus sede, e proporcionar alimentação de qualidade com um preço acessível também aos estudantes dos campi regionais! Existem, ainda, mecanismos na portaria que acrescentam em até 50% o montante repassado à instituição. Através desses mecanismos, o MEC tem condições de repassar até R$2,25milhões à UEM.
Nossa universidade passa por um momento delicado, em que várias obras estão paradas, as bolsas estão sendo cortadas. Além do mais, o processo de elitização da universidade só vem aumentando. Entendemos que a universidade precisa, cada vez mais, ser pintada com as cores do povo!
Nossa atuação na gestão do DCE por meio da chapa Agora Só Falta Você busca um movimento estudantil propositivo em nossa universidade. De nada adianta bater panelas ou puxassaquismos sem projetos, sem propostas concretas para alterar as estruturas da instituição e melhorar de fato a vida do estudante. O governo do estado conseguiu em apenas 3 anos comprometer as finanças do públicas, e que torna ainda mais difícil sonhar com alguma melhoria no curto prazo em nossa universidade. Defendemos, portanto, a adesão da Universidade Estadual de Maringá ao PNAEST, como forma de buscar solucionar os problemas relacionados à permanência dos acadêmicos na universidade.
Aqui no Paraná, a UFPR, a UTFPR e a UNILA já disponibilizam 100% de suas vagas pelo SiSU. A UNIOESTE e a FECEA também aderiram ao programa e já destinam parte de suas vagas pelo sistema. As melhoras são sensíveis. A UNIOESTE, por exemplo, já anunciou a construção de Restaurantes Universitários, contratação de professores e outros avanços decorrentes da adesão ao programa.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Ato pela Redução Imediata em R$ 0,20 da passagem do Ônibus da TCCC
Ato pela Redução Imediata em R$ 0,20 da passagem do Ônibus da TCCC em Maringá. Dia 19 - quarta feria - 18h. Concentração no Terminal Urbano!
"Distribuição do Panfleto (Panfletagem) Terça Feira - Dia 18 - 17h na Av. Brasil e 18h no Terminal Urbano!"
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Quem deveria ficar “nervosinho”
Por Clovis Rossi
Há algo de profundamente errado em um país, um certo Brasil, em que os ricos choram (e de barriga cheia), ao passo que os pobres parecem relativamente felizes. Na ponta dos mais ricos, refiro-me à pesquisa da consultoria Grant Thornton que “Mercado” publica hoje e que mostra um absurdo recorde de pessimismo entre os executivos brasileiros.
Na ponta dos pobres, valem as sucessivas pesquisas que mostram satisfação majoritária com o governo Dilma Rousseff, a ponto de 11 de cada 10 analistas apostarem, hoje por hoje, na reeleição da presidente. Como ninguém vota em governo que o faz infeliz, só se pode concluir que uma fatia majoritária dos brasileiros, especialmente os pobres, está rindo.
Que a economia brasileira tem problemas, ricos, pobres e remediados estão cansados de saber. Problemas conjunturais (o crescimento medíocre dos anos Dilma ou a forte queda do saldo comercial, por exemplo). Problemas estruturais que se arrastam há tantos séculos que nem é preciso relacioná-los aqui. Daí, no entanto, a um pessimismo recorde vai um abismo.
Um país em que há pleno emprego e crescimento da renda não pode ser campeão de pessimismo nem pode ficar em 32º lugar, entre 45, no campeonato mundial de pessimismo. É grotesco.
Grotesca igualmente é uma das aparentes razões para o surto de pessimismo que vem grassando desde meados do ano passado. Seria a diminuição do superavit primário, ou seja, do que sobra de dinheiro nos cofres públicos depois de descontadas as despesas e tem servido exclusivamente para o pagamento dos juros da dívida. Foi por isso que o ministro Guido Mantega apressou-se a divulgar os dados de 2013, para acalmar os “nervosinhos”.
Quem deveria ficar nervoso, mas muito nervoso, não apenas “nervosinho”, é exatamente quem está contente com o governo.
Basta fazer a comparação: os portadores de títulos da dívida pública (serão quantos? Um milhão de famílias? Cinco milhões no máximo?) receberam do governo, no ano passado, R$ 75 bilhões. É exatamente quatro vezes mais do que os R$ 18,5 bilhões pagos às 14 milhões de famílias (ou 50 milhões de pessoas) que recebem o Bolsa Família.
Quatro vezes mais recursos públicos para quem tem dinheiro para investir em papéis do governo do que para quem não tem renda. Seria um escândalo se os pobres tivessem voz. Mas quem a tem são os rentistas que ficam reclamando da redução do que recebem, como se houvesse de fato a mais remota hipótese de que o governo deixe de honrar sua dívida. Fazem um baita ruído com os truques contábeis que permitiram o superavit, mas não dizem que, com truque ou sem truque, a dívida líquida diminuiu este ano, de 35,16% do PIB em janeiro para 33,9% em novembro, última medição disponível.
Ou, posto de outra forma: o governo, supostamente irresponsável, gasta menos do que arrecada e ainda pinga 1,3% de tudo o que o país produz de bens e serviços na conta dos mais ricos e apenas 0,4% na dos pobres entre os pobres. E os ricos ainda choram.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
UMES realiza sua parte do acordo com o MP-PR e realiza obras na sede
Estudantes da UMES realizaram no dia 28/12 uma nova limpeza em sua sede, além de reparar as duas fechaduras danificadas na ocupação e pintar as paredes externas da sede.
Os reparos custaram R$500,00 que foram obtidos por meio de doações para os estudantes.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Carta de Brasília: combater o machismo, emancipar as mulheres e construir o socialismo!
Confira o documento na íntegra:
Nós meninas e meninos, jovens socialistas ombreados no I Encontro de jovens feministas da UJS, nos orgulhamos de realizar este espaço que alça a luta emancipacionista das mulheres ao centro da nossa construção do socialismo no Brasil.
A história da exploração sexual do trabalho, em que foi relegado às mulheres o confinamento ao mundo privado, o mundo dos cuidados à família e o não reconhecimento de nossos direitos civis e políticos, potencializa a própria exploração de classes ao qual os trabalhadores e trabalhadoras em todo o mundo estão submetidos.
O Capitalismo, que vive desde 2008 sua maior crise sistêmica, tem como um dos pilares do seu aparato ideológico de dominação a propagação de modelos de sociedade baseada nos valores de individualismo, do consumo desenfreado, mas também do machismo, através do estabelecimento da divisão sexual do trabalho, dos esteriótipos de beleza, de comportamento alinhados ao padrão cristão de civilização, rebaixando o papel das mulheres na sociedade.
No ano em que a UJS inicia as comemorações dos seus 30 anos, precisamos contar não só nossa história pela lente do protagonismo juvenil, mas principalmente, dar visibilidade ao protagonismo feminino que é tão presente nas nossas raízes.
Nossa herança mais forte, a da Guerrilha do Araguaia, teve nas suas fileiras a bravura das mulheres comunistas, que no coração do Brasil, em Xambioá, aliou ao combate à ditadura, a luta pelo socialismo e a luta pela emancipação da mulher brasileira. E por isso, não só morreram, mas tiveram seus corpos duramente violentados, como uma tentativa de não deixar legados de questionamento à sociedade patriarcal. São as nossas heroínas Elza Monerat, Dinalva Oliveira Teixeira, Helenira Rezende, Maria Lúcia Petit, Dinaelza Santana Coqueiro, Luzia Reis, Suely Kanayama, Lucia Maria de Souza, Luiza Garlippe, Criméia Schimidt de Almeida, Áurea Valadão, Maria Célia Correa, Edilena da Silva Carvalho, Lúcia Regina Martins, Jana Barroso e Telma Regina Correa.
O ano de 2013 também entrará para nossa história, pois imensas foram nossas conquistas em que as mulheres também estiveram na linha de frente. A vitória da revogação do aumento da passagem de ônibus em centenas de cidades brasileiras mostra a força da juventude nas ruas. Conquistas históricas como a aprovação de 50% do Fundo social do Pré-sal e 75% dos royalties do petróleo para a educação e a aprovação do estatuto da juventude, foram lideradas pelas meninas presidentas da UNE, UBES e ANPG. Essas vitórias foram impulsionadas pelas ruas de junho e reforçam a convicção do papel decisivo que tem a juventude na luta pelo Brasil dos nossos sonhos.
A luta pelo socialismo com a cara do Brasil, no entanto, depende ainda da superação de muitos entraves que só poderão ser vencidos se avançarmos em reformas mais profundas, democráticas e estruturantes. Com centralidade para uma Reforma Política, que torne a política mais representativa do povo e das mulheres, assegurando o fim do financiamento privado de campanha, a garantia da paridade de mulheres nas listas partidárias e cotas de 50% de mulheres e alternância de gênero em todas as casas Legislativas do Brasil.
A democratização da mídia, que reproduz cotidianamente os esteriótipos e valores hegemônicos de patriarcado e do machismo. Nossa luta pela verdade e pela justiça passará por, nos marcos dos 50 anos da ditadura que se dará em 2014, assegurar a Revisão da Lei da Anistia, a punição dos torturadores e a devolução dos restos mortais dos nossos guerrilheiros e guerrilheiras do Araguaia.
A nossa luta feminista deve ser transversal em todas as lutas e bandeiras levantadas pelo nosso povo. Não é possível construir uma sociedade sem classes e socialista, sem libertar metade da população mundial das opressões simbólicas e físicas constituídas historicamente.
A dominação do corpo da mulher se constituiu como mecanismo estruturante da manutenção do sistema de dominação e para a manutenção dele o machismo deve ser reproduzido permanentemente.
A cultura cristã ocidental que nos enquadra entre os esteriótipos de pecadoras na figura de Eva ou de puras e castas como Maria, mãe de Deus, não permite expressar nossa diversidade de ser e de amar. Não somos putas nem santas!
Nesse padrão não cabem meninas que amam meninas, não cabem meninas que não tenham na maternidade seus principais objetivos de vida, não cabem profissionais das áreas de ciências aplicadas e altas tecnologias, não cabem meninas ocupando postos de poder.
Precisamos romper com esses símbolos que impedem o avanço de lutas importantes como o direito pleno ao corpo, a legalização do aborto, o avanço de políticas pelo fim da violência contra a mulher como a Lei Maria da Penha, a garantia de creches nas universidades e locais de trabalho e políticas que tirem da carga de trabalho da mulher as horas de trabalho doméstico, desse trabalho excedente não remunerado ao qual somos submetidas.
O machismo é uma das vertentes da luta de classes e só será superado no socialismo, quando romperemos com as amarras culturais que oprimem, mutilam e matam as mulheres. Nossa tarefa primeira sem dúvidas é ocupar os espaços de poder. Esse é um elemento que pode determinar o avanço da luta emancipacionista no Brasil, e portanto da luta pelo socialismo.
Agora é a hora das meninas e o povo no poder.
Esse I Encontro de jovens feministas pavimentaram um caminho sem volta. A UJS deve somar sua energia na luta das feministas brasileiras. Ninguém segura mais as meninas da UJS e essa energia vibrante que será decisiva para os desafios que se avizinham em 2014.
Brasília, 15 de dezembro de 2013.
I Encontro de Jovens Feministas da UJS.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Reunião
Ultima reunião do ano de 2013 da Ujs Maringá
Data: quinta feira, 12/12
Local: na casa do Rafa. Rua Mandaguari 819
Horário: 19:30
Pautas:
- Informes
- Planejamento de atividades para 2014
- Análise de conjuntura do ano
Data: quinta feira, 12/12
Local: na casa do Rafa. Rua Mandaguari 819
Horário: 19:30
Pautas:
- Informes
- Planejamento de atividades para 2014
- Análise de conjuntura do ano
I Encontro de Jovens Feministas da UJS
O I Encontro de Jovens Mulheres Feministas da UJS irá acontecer nos dias 13, 14 e 15 de dezembro, em Brasília, com o objetivo de aprofundar a elaboração e ativismo para conquistar mais direitos para as jovens mulheres brasileiras e afirmar o socialismo como caminho para sua plena emancipação.
A abertura do evento, que será realizado no Congresso Nacional, terá o ato político “Meninas no Poder – Reforma Política Já!”, e contará com a presença da ministra da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.
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